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Archive for novembro \30\UTC 2011

Psiuuu!

 

“Aquele que não entende o teu silêncio,
provavelmente não vai entender as tuas palavras.”

Elbert Hubbard

 

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Salvador Dali & Walt Disney

Em 1945, Salvador Dalí e Walt Disney embarcaram num projeto conjunto para criar um projeto de animação gráfica de seis minutos combinada com a apresentação de bailarinos ao vivo, no processo acabaram inventando uma nova técnica de animação inspirada pela obra de Freud sobre o inconsciente e as imagens veladas com duplo significado.

O filme, intitulado Destino, conta a trágica história de amor de Chronos, a personificação do tempo, que se apaixona por uma mulher mortal que acaba flutuando entre dois mundos nas paisagens surrealistas das pinturas de Dalí. A animação, tem a trilha sonora composta por Armando Dominguez e execução de Dora Luz.

Tão fascinante quanto o próprio filme é a justaposição dos dois gênios criativos por trás dele, cada um trazendo sua própria visão de mundo para o projeto. Dalí descreveu o filme como:
“Uma exibição mágica do problema da vida no labirinto do tempo”
e Disney chamou de:
“Uma história simples sobre um jovem em busca do verdadeiro amor.”

O projeto permaneceu em segredo até que um meio século mais tarde, em 1999, o sobrinho de Walt Disney, Roy E. Disney acidentalmente se deparou com ele enquanto trabalhava no Fantasia 2000.

Em 2003 foi lançado tendo concorrido, no mesmo ano, ao Oscar de Melhor Curta de Animação.

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WANDLUNGEN – Richard Wilhelm und das I GING

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Marisa e Lula


Ser amado profundamente por alguém vai lhe dar força,
enquanto que amar alguém profundamente lhe dará coragem.
Lao Tzu

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Pra Viajar no Cosmo não Precisa Gasolina.

Exercício de aquecimento.
Sente-se na ponta de uma cadeira com as mãos nos joelhos e a coluna ereta, distribua o peso do corpo entre a cadeira e as pernas. Solte o seu peso e sinta a força da gravidade puxando o corpo na direção do centro da Terra, espiche a coluna, recolha o umbigo para reduzir a curvatura da lombar e abaixe o queixo e espiche a nuca para reduzir a curvatura da cervical. O corpo deve estar relaxado e a coluna subindo na direção das estrelas.
Se você voltar a sua atenção para alguma coisa, esta vai se destacar e parecer mais viva, sensível e animada. Se eu lhe disser agora: – Sinta o seu pé direito.
Imediatamente a sua atenção vai se dividir e você vai perceber a posição e a sensação do seu pé direito, ok?  :-)
Agora que nós temos a sua atenção dividida entre o texto e o pé direito, acrescente o pé esquerdo. Pegou o espirito da coisa? A mente é uma lente e tudo que foco ela amplia.
Então, mova a sua atenção para os seus olhos e ouvidos e preste atenção ao espaço entre as suas orelhas e sorria exatamente no centro da sua cabeça.
Observe que, se você inspirar lentamente pelo nariz, o ar sobe pelas narinas na diagonal em direção a este ponto no centro da cabeça e você continua sorrindo ali no centro.
Inspire também pelas orelhas e você vai notar um movimento sutil como se a cabeça fosse se expandir e contrair a cada respiração.
Deixe de ser cabeça dura e respire sorrindo até que você perceba a cabeça como um centro de energia pulsante.

Encha os olhos de Amor pois um olhar amoroso ergue o canto dos olhos como um sorriso.

Quando os olhos estiverem cheios desta energia amorosa, inspire pelos olhos relaxando o nervo ótico e trazendo esta energia até o centro da cabeça.
Continue inspirando e desça toda a energia da cabeça através do céu da boca, pela língua e o pescoço até o centro do peito.

Abra o coração!
A energia da cabeça foi acolhida no coração. Aumente o Sorriso!
Mantenha a língua tocando o céu da boca para que a energia superior continue fluindo para o coração. Agora você “pensa” de dentro do seu coração. Observe que a energia vai se expandindo no peito e que aí também ela pulsa radiante.

Observe as emoções dentro do seu peito e deixe o coração bater no ritmo do Amor.

Agora volte a sua atenção a “origem misteriosa”, um ponto que fica três dedos atrás do seu umbigo. Neste ponto, no centro de gravidade do seu corpo, é que começou a sua vida.

A vida é gerada no centro do seu umbigo, atrás do umbigo da sua mãe e, o umbigo da sua mãe, atrás do umbigo da sua vó… assim se desenrola a linhagem.

Respire profunda e relaxadamente no abdômen, e deixe que a energia do coração que acolheu a energia da cabeça desça até este ponto atrás do umbigo. Você vai fundir e integrar estes três centros num só através do sorriso, da respiração e da atenção. Pulse a vida a partir do centro.

Usufrua do Mistério! A Razão e a Emoção acolhidas no Mistério.

Tome consciência do seu peso, sentindo a força da gravidade conectando seu corpo com a Terra e seus pés com raízes profundas.
Permita que o seu centro integrado de consciência, que está no abdômen, se mova com a ação da gravidade para dentro da Terra, em direção ao centro dela.
Ao chegar amorosamente ao centro da Terra você vai compreender que só com a fusão dos três centros Razão, Emoção e Mistério se pode permanecer neste centro.

A lógica é falha. Afinal que horas são no centro da Terra? Qual é a estação? Que língua se fala?
Onde é em cima e onde é embaixo? Não, aqui no centro da Terra, o pensamento racional é falho, ele é uma parte importante, mas sozinho é incompleto.

Quando as emoções serenarem, a mente silenciar e você desfrutar do Mistério, aí sim, neste momento, será possível perceber outras presenças sutis neste espaço atemporal.

Junte-se a Egrégora de Consciências da Terra e torne-se um Terráqueo.

Sorria, deixe que a batida ritmada e amorosa do seu coração vibre em todo o planeta, respire todo o planeta,sinta que seus centros energéticos se fundam com a Terra e agora todo o planeta pulsa.

Assim como você sentiu a Terra te atraindo pela força da gravidade, sinta o Sol atraindo a Terra e agora, fundido ao planeta, se deixe atrair ao centro do Sol.

Torne-se um com o Sol! Sorria e Irradie Amor!
Perceba o carrossel dos planetas girando ao redor do seu peito solar.
Ao sorrir para cada planeta uma nota é vibrada. A Inteligência em Mercúrio, O Amor em Vênus, a Ação em Marte… O carrossel/carrilhão toca a música das esferas.

Recolha-se ao centro do Sol e humildemente reconheça que somos apenas uma poeira luminosa em uma procissão de 26 mil anos ao redor do centro da Galáxia.

Perceba a força da gravidade novamente e flua até o Hunab-ku o Centro da Galáxia.

Silêncio, silêncio, pois dentro deste mundo há outro mundo impermeável as palavras.
Coloque o presente no centro e sinta as ondas se irradiarem por todo o disco. Sorria.
Volte para casa, o Sistema Solar, a Terra, o seu corpo.

Tire uma soneca.

Abraços
José Ikeda

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Axis

 

 

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AUSÊNCIA DO EGO – Ken Wilber

Photo: Moriyama Roshi

 

AUSÊNCIA DO EGO

Do livro One Taste de Ken Wilber

Tradução de Ari Raynsford

Justamente porque o ego, a alma e o Eu (Self) podem estar presentes ao mesmo tempo, não será difícil entender o sentido verdadeiro de “ausência do ego”  – expressão que tem causado imensa confusão. Ausência do ego não significa a ausência de um eu (self) funcional (o que seria próprio de um psicótico e não de um sábio); significa que não estamos mais exclusivamente identificados com aquele eu.

Um dos muitos motivos de não sabermos lidar com a noção de “ausência do ego” é que desejamos que nossos “sábios sem ego” satisfaçam às nossas fantasias relativas a “santidade” ou “espiritualidade”, o que, habitualmente, significa que essas pessoas estejam mortas do pescoço para baixo, livres das vontades ou desejos da carne, eternamente sorridentes. Desejamos que esses santos não passem por todas as coisas que nos incomodam – dinheiro, comida, sexo, relacionamentos, desejos. “Sábios sem ego” estão “acima de tudo isso” – assim desejamos. Queremos cabeças que falem. Acreditamos que a religião bastará para livrá-los de todos os instintos básicos, de todas as formas de relacionamento, considerando a religião, não como orientação para viver a vida com entusiasmo, mas, sim, como guia para evitá-la, reprimi-la, negá-la, fugir dela.

Em outras palavras, o homem típico espera que o sábio espiritual seja “menos que uma pessoa”, de alguma forma liberto dos impulsos confusos, difusos, complexos, pulsantes, compulsivos, que guiam a maior parte dos seres humanos. Esperamos que nossos sábios sejam a ausência de tudo o que nos impulsiona. Queremos que não sejam sequer tocados por todas as coisas que nos atemorizam, que nos confundem, que nos atormentam, que nos atordoam. É a essa ausência, a essa falta, a esse “menos que uma pessoa” que, frequentemente, chamamos “sem ego”.

Entretanto, “sem ego” não significa “menos que uma pessoa”; significa “mais que uma pessoa”. Não pessoa menos, mas pessoa mais – isto é, todas as qualidades normais da pessoa mais algumas transpessoais. Pensemos nos grandes iogues, santos e sábios – de Moisés a Cristo, a Padmasambhava. Não foram desfibrados maneirosos, mas dinâmicos e instigantes – desde o episódio dos vendilhões do Templo até a imposição de novos rumos a nações inteiras. Lidaram com o mundo em seus próprios termos, não em termos de uma piedade melosa; muitos deles provocaram revoluções sociais significativas, que se estenderam por milhares de anos. E assim fizeram, não porque tivessem evitado as dimensões físicas, emocionais e mentais da humanidade, e o ego, que é o veículo de todas elas, mas porque as assumiram com tal garra e intensidade que sacudiram as próprias fundações do mundo. Indiscutivelmente, estavam também intimamente ligados com a alma (o psiquismo mais profundo) e o espírito (o Eu informe) – fonte última de sua força – mas expressaram essa força e tiraram dela resultados concretos, exatamente porque assumiram, decididamente, as dimensões menores através das quais ela poderia expressar-se de modo a ser sentida por todas as pessoas.

Esses grandes mobilizadores e agentes de mudança não foram egos pequenos; foram, na mais completa acepção do termo, grandes egos, justamente porque o ego (veículo funcional do domínio da mente) pode existir e de fato existe com a alma (veículo do sutil) e o Eu (veículo do causal). Na mesma medida em que esses grandes mestres mobilizaram o domínio da mente, eles mobilizaram o próprio ego, porque o ego é o veículo desse reino. Entretanto, não se identificavam meramente com seu ego (isso seria narcisismo); simplesmente perceberam seu ego conectado a uma fonte Kósmica  radiante. Os grandes iogues, santos e sábios conseguiram tanto, exatamente porque não foram tímidos bajuladores, mas grandes egos ligados ao seu Eu superior, animados pelo puro Atman (o puro Eu – eu ) que é um com Brahman; abriram a boca e o mundo estremeceu, caiu de joelhos e pôde ver face a face o Deus radioso.

Santa Teresa não foi uma grande contemplativa? Sim, e Santa Teresa foi a única mulher que reformou uma tradição monástica inteira (pensemos nisso). Gautama Buda sacudiu a Índia nos seus fundamentos. Rumi, Plotino, Bodhidharma, Lady Tsogyal, Lao Tsé, Platão, o Baal Shem Tov – estes homens e mulheres deram início a revoluções no mundo que duraram centenas, às vezes milhares de anos – coisa que nem Marx, nem Lenin, nem Locke, nem Jefferson, poderiam afirmar ter conseguido. E não agiram assim porque estivessem mortos do pescoço para baixo. Não, eles eram fantasticamente, divinamente grandes egos, ligados profundamente ao psíquico, que estava diretamente ligado a Deus.

Existe certa verdade na noção do transcender o ego: não significa destruir o ego, mas, sim, conectá-lo a alguma coisa maior. Como afirma Nagarjuna , no mundo relativo, atman  é real; no absoluto nem atman nem anatman  são reais. Assim, em nenhum caso annatta  corresponde a uma descrição correta da realidade. O pequeno ego não se evapora; permanece como o centro funcional da atividade no domínio convencional. Como eu disse, perder esse ego significa tornar-se um psicótico, não um sábio.

“Transcender o ego”, significa, pois, em verdade, transcender mas incluir o ego num envolvimento mais profundo e mais elevado, primeiro na alma ou psiquismo mais profundo, depois na Testemunha ou Eu superior e, então, após a absorção nos níveis precedentes, envolver-se, incluir-se e abraçar-se na radiância do Um Sabor.  E isto não significa, portanto, “livrar-se” do pequeno ego, mas, ao contrário, habitar nele plenamente, vivê-lo com entusiasmo, usá-lo como veículo necessário, através do qual as grandes verdades podem ser transmitidas. Alma e espírito incluem o corpo, as emoções e a mente; não os eliminam.

Grosseiramente, podemos dizer que o ego não é uma obstrução ao Espírito, mas uma radiosa manifestação do Espírito. Todas as Formas não são senão o Vazio, inclusive a forma do próprio ego. Não é necessário livrar-se do ego, mas, simplesmente, vivê-lo com certa intensidade. Quando a identificação transborda do ego no Kosmos em geral, o ego descobre que o Atman individual é, de fato, da mesma espécie de Brahman. O Eu superior não é, em verdade, um pequeno ego, e, assim, no caso de estarmos presos ao nosso pequeno ego, a morte e a transcendência são necessárias. Os narcisistas são, simplesmente, pessoas cujos egos não são ainda suficientemente grandes para abraçar o Kosmos inteiro e, para compensar, tentam tornar-se o próprio centro do Kosmos.

Não queremos que nossos sábios tenham grandes egos; sequer desejamos que exibam qualquer característica evidente. Sempre que um sábio se mostra humano – a respeito de dinheiro, comida, sexo, relacionamentos – sentimo-nos chocados, porque estamos planejando fugir inteiramente da vida, e o sábio que vive a vida nos ofende. Queremos estar fora, queremos ascender, queremos escapar, e o sábio que assume a vida com prazer, vive-a totalmente, pega cada onda da vida e surfa nela até o fim – nos perturba e nos assusta intensamente, profundamente, porque significa que nós, também, deveríamos assumir a vida com prazer, em todos os níveis, e não simplesmente fugir dela numa nuvem etérea, luminosa. Não queremos que nossos sábios tenham corpo, ego, impulsos, vitalidade, sexo, dinheiro, relacionamentos ou vida, porque essas são coisas que habitualmente nos torturam e queremos vê-las longe de nós. Não queremos surfar as ondas da vida, queremos que as ondas desapareçam. Queremos uma espiritualidade feita de fumaça.

O sábio completo, o sábio não-dual está aqui para mostrar-nos o contrário. Geralmente conhecidos como “tântricos”, estes sábios insistem em transcender a vida, vivendo-a. Insistem em procurar libertação no envolvimento, encontrando o nirvana no meio do samsara , encontrando a liberação total pela completa imersão. Passam com consciência pelos nove círculos do inferno, certos de que em nenhum outro lugar encontrarão os nove círculos do céu. Nada lhes é estranho porque nada existe que não seja Um Sabor.

Na verdade, o segredo consiste em estar inteiramente à vontade no corpo e com seus desejos, com a mente e suas idéias, com o espírito e sua luz. Assumi-los inteiramente, plenamente, simultaneamente, uma vez que todos são igualmente manifestações do Um e Único Sabor. Vivenciar a paixão e vê-la funcionar; penetrar nas idéias e acompanhar seu brilho; ser absorvido pelo Espírito e despertar para a glória que o tempo esqueceu de nomear. Corpo, mente e espírito, totalmente contidos, igualmente contidos, na consciência eterna que é a essência de todo o espetáculo.

Na quietude da noite, a Deusa sussurra. Na luminosidade do dia, Deus amado brada. A vida pulsa, a mente imagina, as emoções ondulam, os pensamentos vagam. O que são todas estas coisas senão movimentos sem fim do Um Sabor, eternamente jogando com suas próprias manifestações, sussurrando mansamente a quem quiser ouvir: isto não é você mesmo? Quando o trovão ruge, você não ouve o seu Eu? Quando irrompe o raio, você não vê o seu Eu? Quando as nuvens deslizam mansamente no céu, não é o seu próprio Ser ilimitado que está acenando para você?

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