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Archive for the ‘10353871’ Category

Credo Samurai Reloaded

Sem um  lar, o momento presente é meu lar;
Sem poder, o ritmo da natureza é meu poder;
Sem liberdade, consciência é minha liberdade;
Sem habilidade, a prática incessante é minha habilidade;
Sem autoridade, honestidade é minha autoridade;
Sem armas, ausência do ego é minha arma;
Sem regras, prontidão e adaptabilidade são minhas regras;
Sem inimigos, apatia e descuido são meus inimigos;
Sem amigos, o universo é meu amigo;
Sem planos, paciência é o meu plano;
Sem estratégia, atenção desfocada é minha estratégia;
Sem segredos mágicos, ação apropriada é o mágico segredo;
Sem ouvir, quietude é minha audição;
Sem corpo, resistência incansável é meu corpo;
Sem olhos, intuição são meus olhos;
Sem armadura, coragem e prontidão são minha armadura;
Sem fortaleza, a não-mente é minha fortaleza;
Sem escudos, respeito à vida é meu escudo;
Sem espada, percepção aguda é minha espada;
Sem honra, compaixão e gentileza são minha honra;
Sem vitórias, harmonia e equilíbrio são minhas vitórias;
Sem recompensas, lágrimas e sorrisos são minhas recompensas;
Sem vida ou morte, o ritmo da minha respiração são a  vida e a  morte;

adaptado por Deva e alterado por Ik³


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Coca-Kali Yuga

A Deusa Negra

ENJOY IT!

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O sistema de pensamento chinês, principalmente as ciências místicas astrológicas – assim como muitos elementos da medicina, várias técnicas de adivinhação e outros sistemas de natureza simbólica – se baseia fundamentalmente nos significados dos Cinco Pontos Cardeais.

Estes cinco aspectos cardeais se compõe das quatro direções (leste, sul, oeste e norte) e o centro. A partir dessa estrutura, cada aspecto simbólico da filosofia chinesa fica fortemente associado: os cinco elementos, os cinco planetas, os cinco sentidos, e por desdobramento os oito trigramas
do I Ching.

Cada aspecto do comportamento, cada circunstância, e cada possibilidade de atuação estão associados aos aspectos benéficos o desarmônicos das relações simbólicas entre as cinco direções e seus complementos. Isto tem forte relação com aquilo que na China se chama de ciências da terra:
a Geomancia, ou em chinês, Feng Shui (“vento e água”).

Entretanto, antes de fazer comentários sobre as análises simbólicas mais profundas, vamos observar, baseados em várias fontes literárias, o simbolismo das direções.



Os Cinco Pontos Cardeais

Na concepção filosófica chinesa, é considerado que existem cinco direções cardeais, e oito direções fundamentais. O Centro é o ponto de apoio, o espaço de referência, a posição através da qual o observador contempla as outras direções. O Centro é o eixo pelo qual as outras relações ficam associadas.

O Sul
A direção sul está associada com o sol, o dispensador do calor, luz, colheita, e todas as coisas boas da vida em geral. Deve-se notar que a latitude da China mostra o sol sempre seguindo a porção sul do céu; através do ano o sol aproxima-se cada vez mais do norte enquanto as estações progridem do inverno para o verão, mas nunca atinge realmente o norte. Assim, o sol possui no verão o seu momento mais forte, e conseqüentemente o solstício de verão é considerado como o tempo do ano mais associado à direção sul. Como o fogo é quente, o elemento que corresponde à época do verão é o fogo; as coisas que são aquecidas
tendem a se tornar avermelhadas, portanto vermelho e a cor associada com o sul. Um excesso de “sul” pode significar fogo, ou seca.

O Norte
Norte é o oposto ao sul; uma vez que o sul representa o verão, o norte e irá representar o inverno, frieza e umidade. Devido a essa umidade, o norte está associado com elemento Água. Na China o Inverno é a estação das chuvas; é uma estação escura e de pouca luz, portanto a cor associada com o Norte é o negro. Enquanto que o sul indica colheita e
plenitude, o norte simboliza a morte, frieza e a carência. Enquanto que o sul representa a influência benigna do imperador, o norte mostra a maligna influência dos inimigos. Um excesso de norte indica inundação ou muito frio.

O Leste
Uma vez que o sol nasce no leste, esta é geralmente considerada uma direção afortunada. O leste está associado com a pessoa que busca o oráculo, o questionador, e esta direção mostra as influências que estão agindo em relação à personalidade ou aos assuntos do questionador, portanto revela as circunstâncias do momento. Sendo esta a direção que simboliza o início do novo dia, também ali temos o simbolismo do novo ano e conseqüentemente da estação da primavera. A primavera está associada com um crescimento o do verde, e do surgimento do azul do céu após a terrível e escura fase do inverno, portanto a cor associada com a
primavera é o verde (mais exatamente, uma espécie de azul esverdeado). Seu elemento é a madeira. A predominância de simbolismo associado ao leste significa uma concentração muito grande nos assuntos do ego.

É a região da geração, do crescimento. A direção que simboliza a iniciativa, o movimento, o avanço; sob a influência do leste a pessoa deve compreender que já é tempo de buscar novos projetos ampliar a mente e superar as épocas de estagnação e de continuidade do que era antigo. É a região do novo, descobertas associadas a tudo o que é novo o e renovador.

O Oeste
No oeste o sol se põe. É a região do outono, no plantio. Portanto, de um lado o oeste está associado a um momento afortunado de plenitude, mas no aspecto desarmônico, o oeste indica um momento em que tudo precisa ser
precisam ser feitas pois os tempos difíceis se aproximam. O elemento do Oeste é o metal, pois é no metal que forjamos os instrumentos de agricultura. Como o leste representa o Eu, ou os aspectos subjetivos, assim o oeste representar o objeto, ou os aspectos objetivos, diretos da vida. O Oeste indica forças opostas, rivais, associações humanas, sejam
nos negócios ou no amor. Como geralmente o metal tende a ter uma cor prateada, o Oeste é associado ao Branco. E uma vez que o sol poente é um símbolo da morte e de sepultamento, a cor associada com a morte na Chinaespíritos que partem, a região dos mistérios do além-vida, simboliza osrepresentação da contemplação, meditação, estados de libertação de alma.
recolhido, armazenado, contido; o Inverno logo surgirá, e preparações não é o negro, mas o branco; conseqüentemente, o Oeste é o local dos fenômenos paranormais. No sentido metafísico, temos que aqui a

No Oeste encontramos a felicidade, por que é através da liberação do Espírito que a verdadeira felicidade ocorre. Nesta direção, a satisfação é atingida, e em muitos momentos o oeste simboliza uma época de expansão.

O Centro
Como já foi dito anteriormente, a região central, de onde nós observamos as outras direções, é o ponto de apoio fundamental, e a região de onde todas as energias partem. É de se notar que o termo chinês que representa a palavra “China” é justamente “O país do centro”. E evidentemente, na maioria das culturas antigas e principalmente na maioria dos sistemas culturais e filosóficos em qualquer tempo, há uma tendência do que na análise histórica se denomina Etnocentrismo, ou seja, o impulso que uma cultura tem de se colocar sempre no centro do mundo ou do universo.

Entretanto, na China o aspecto da relação entre a sua cultura e a centralização é ainda mais importante porque definitivamente, nas filosofias chinesas, o Centro é o locus, ou o ponto de referência para tudo que o indivíduo humano pode perceber. No Centro todos os aspectos de  estabilidade, harmonia e sabedoria típicos do pensamento taoísta tornam-se mais fortes e permanentes. Lembro neste caso o trecho do Tao-te-ching, que diz:


“Trinta raios compartilham um único eixo.                                                         Adapte o vazio do centro para os propósitos desejados,                             e tu obterás uso para a carroça.”         (Capítulo 11)

Ou seja, na visão Taoísta é o vazio do meio que faz a carroça andar. Uma roda não pode girar se não se sustentar em seu eixo. Os raios de uma roda precisam todos se apoiar em seu centro. Nos aspectos místicos da simbologia vemos aqui evidentemente uma alusão clara à necessidade de todo praticante espiritual em atingir o centro de si mesmo como forma de chegar a um estado de equilíbrio de atos e pensamentos.


A região central simboliza o ponto de apoio sem o qual nenhuma atitude humana – seja ela mundana ou espiritual – será realmente plena.

O Centro simboliza a paz, o ápice das realizações de uma pessoa.

O Centro é a região onde devemos planejar e nos estruturar e usar a energia armazenada desta maneira para as necessidades do futuro.


Paintings by: Wang Yihua




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Credo Samurai

Eu não tenho pais,
Faço do céu e da terra meus pais.

Eu não tenho poder divino,
Faço da honestidade a minha força.

Eu não tenho condutas,
Faço da humildade minha maneira de relacionamento.

Eu não tenho dotes mágicos,
Faço da minha força de espírito meu poder mágico.

Eu não tenho nem vida nem morte,
Faço da eternidade minha vida e minha morte.

Eu não tenho corpo,
Faço da coragem o meu corpo.

Eu não tenho olhos,
Faço do relâmpago meus olhos.

Eu não tenho ouvidos,
Faço do bom senso meus ouvidos.

Eu não tenho membros,
Faço da vivacidade meus membros.

Eu não tenho projetos,
Faço da oportunidade meus planos.

Eu não sou um prodígio,
Faço do respeito a verdadeira doutrina o meu milagre.

Eu não tenho dogmas rígidos,
Faço da adaptabilidade a todas as coisas o meu princípio.

Eu não tenho amigos,
Faço do espírito meu amigo.

Eu não tenho inimigos,
Faço da distração meu inimigo.

Eu não tenho armadura,
Faço da minha sinceridade e retidão a minha armadura.

Eu não tenho castelo fortificado para me defender,
Faço da minha sabedoria de espírito o meu castelo.


Eu não tenho espada,

Faço da minha calma e silêncio espiritual minha espada.

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The Udumbara flower was found in the home of a Chinese nun in Lushan Mountain, Jiangxi province, China.

The rare Youtan Poluo or Udumbara flower, which, according to Buddhist legend, only blooms every 3,000 years, measures just 1mm in diametre.

Miao Wei, 50, was cleaning when she discovered the cluster of white flowers under the washing machine.

At first she thought the barely-there stems were worm eggs, however, the next day she discovered that the stems had grown 18 white tiny flowers on top and smelled “fragrant”.

Local temples believe the mini blooms are specimens of the miraculous Youtan Poluo flower – called “Udumbara” or “Udambara” in Sanskrit, meaning “an auspicious flower from heaven.”

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Deus disse: Vou ajeitar a você um dom:
Vou pertencer você a uma árvore.
E pertenceu-me.
Escuto o perfume dos rios.
Sei que a voz das águas tem sotaque azul.
Sei botar cílio nos silêncios.
Para encontrar o azul eu uso pássaros.
Só não desejo cair em sensatez.
Não quero a boa razão das coisas.
Quero o feitiço das palavras.

*** *** ***

Sentado sobre uma pedra estava o homem
desenvolvido a moscas.
Ele me disse, soberano:
Estou a jeito de uma lata, de um cabelo, de um
cadarço.
Não tenho mais nenhuma idéia sobre o mundo.
Acho um tanto obtuso ter idéias.
Prefiro vadiagem com letras.
Ao fazer vadiagem com letras posso ver quanto
é branco o silêncio do orvalho.

*** *** ***

Levei o Rosa na beira dos pássaros que fica no
meio da Ilha Lingüística.
Rosa gostava muito de frases em que entrassem
pássaros.
E fez uma na hora:
A tarde está verde no olho das garças.
E completou com Job:
Sabedoria se tira das coisas que não existem.
A tarde verde no olho das garças não existia
mas era fonte do ser.
Era poesia.
Era o néctar do ser.
Rosa gostava muito do corpo fônico das palavras.
Veja a palavra bunda, Manoel
ela tem um bonito corpo fônico além do
propriamente.
Apresentei-lhe a palavra gravanha.
Por instinto lingüístico achou que gravanha seria
um lugar entrançado de espinhos e bem
emprenhado de filhotes de gravatá por baixo.
E era.
O que resta de grandezas para nós são os
desconheceres – completou.
Para enxergar as coisas sem feitio é preciso
não saber nada.
É preciso entrar em estado de árvore.
É preciso entrar em estado de palavra.
Só quem está em estado de palavra pode
enxergar as coisas sem feitio.

Manoel de Barros. IN: Retrato do Artista Quando Coisa. Ed. Record, Rio de Janeiro, 1998.

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